Perante algumas pesquisas sobre o preconceito que clientes e
vendedores sofrem no estabelecimento comercial, achei interessante escrever
esse pequeno artigo dando o parecer pessoal por ter a experiência dos dois
lados da moeda.
Empresas de qualquer porte que seja, sempre prezam em
contratar funcionários, atendentes, curadores, vendedores –seja lá qual a forma
de se nominar o cargo que ao final de tudo não passa de uma semântica para “vendedor”
– que atendam bem, tenham uma postura física e psicológica no mínimo
satisfatória para ser considerado elegível ao cargo oferecido.
Uma vez contratado, no caso de empresas medias e grandes, há
o investimento de treinamentos intensivos, estímulo a sempre colocar em prática
tudo que foi constantemente ensinado ao funcionário. Já em empresas de micro e
pequeno porte, há o treinamento “caseiro” no qual o que o proprietário da
empresa aprendeu em cursos, passam pessoalmente para seus funcionários como
forma de redução de gastos de não ter que pagar por treinamentos melhores
qualificados.
Uma observação – que irá causar um certo reboliço, imagino –
é que a educação no Brasil, em especial para quem não consegue ter o benefício
de estudar em escolas particulares, é bem limitado, uma vez que muitos desses
alunos tem um meio social, familiar que preza muito mais em trabalho e até uma
certa “preguiça” em ter de se desdobrar entre trabalho e estudo; afinal, caderno
não paga as contas no fim do mês (pena que eles se enganam).
Então, por mais que se dê um treinamento, será que eles
poderão ser tão formais em seus locais de trabalho e ao mesmo tempo viver uma
vida diária que pede o mínimo de formalidade?
As empresas buscam excelência em atendimento seja QUALQUER
cliente que esteja atendendo, seja aquela pessoa extremamente humilde que quer
apenas conhecer produtos diferentes; seja aquela outra cliente que frequenta e
não tem dó de usar o cartão de crédito/débito. Em contraponto, essas mesmas
empresas, há exigências de metas altíssimas a ser atingida custe o que custar
(se não, não ganha salário melhor), estimulando o vendedor a aumentar
rapidamente a rotatividade de clientes, diminuindo a qualidade de atendimento e
até ignorando alguns consumidores pela aparência – não está bem vestido, não
vai gastar – pela lógica de observação destes trabalhadores.
Chegando pelo lado de um consumidor, que também têm
interesse em comprar algo, mesmo que pequeno (na visão dos vendedores) quer ter
uma experiência agradável durante sua estadia no estabelecimento que escolheu
entrar. O que como dito antes, nem sempre é o caso, deixando o cliente
desconfortável e sem interesse de posterior retorno.
Também há aqueles clientes “difíceis de lidar que sempre
entram na defensiva em estabelecimento comercial, que acabam destratando os
funcionários e em alguns casos – como eu já passei como vendedora – gritando
com o mesmo. O que será outro tema de post.
Para deixar a leitura mais leve, encontrei esse vídeo do “Parafernalha”
no Youtube satirizando os tipos de vendedores que ficou muito engraçado.
Recomendo!
