segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Preconceito no comercio – A culpa é do vendedor ou da empresa?

Perante algumas pesquisas sobre o preconceito que clientes e vendedores sofrem no estabelecimento comercial, achei interessante escrever esse pequeno artigo dando o parecer pessoal por ter a experiência dos dois lados da moeda.
Empresas de qualquer porte que seja, sempre prezam em contratar funcionários, atendentes, curadores, vendedores –seja lá qual a forma de se nominar o cargo que ao final de tudo não passa de uma semântica para “vendedor” – que atendam bem, tenham uma postura física e psicológica no mínimo satisfatória para ser considerado elegível ao cargo oferecido.
Uma vez contratado, no caso de empresas medias e grandes, há o investimento de treinamentos intensivos, estímulo a sempre colocar em prática tudo que foi constantemente ensinado ao funcionário. Já em empresas de micro e pequeno porte, há o treinamento “caseiro” no qual o que o proprietário da empresa aprendeu em cursos, passam pessoalmente para seus funcionários como forma de redução de gastos de não ter que pagar por treinamentos melhores qualificados.
Uma observação – que irá causar um certo reboliço, imagino – é que a educação no Brasil, em especial para quem não consegue ter o benefício de estudar em escolas particulares, é bem limitado, uma vez que muitos desses alunos tem um meio social, familiar que preza muito mais em trabalho e até uma certa “preguiça” em ter de se desdobrar entre trabalho e estudo; afinal, caderno não paga as contas no fim do mês (pena que eles se enganam).
Então, por mais que se dê um treinamento, será que eles poderão ser tão formais em seus locais de trabalho e ao mesmo tempo viver uma vida diária que pede o mínimo de formalidade?
As empresas buscam excelência em atendimento seja QUALQUER cliente que esteja atendendo, seja aquela pessoa extremamente humilde que quer apenas conhecer produtos diferentes; seja aquela outra cliente que frequenta e não tem dó de usar o cartão de crédito/débito. Em contraponto, essas mesmas empresas, há exigências de metas altíssimas a ser atingida custe o que custar (se não, não ganha salário melhor), estimulando o vendedor a aumentar rapidamente a rotatividade de clientes, diminuindo a qualidade de atendimento e até ignorando alguns consumidores pela aparência – não está bem vestido, não vai gastar – pela lógica de observação destes trabalhadores.
Chegando pelo lado de um consumidor, que também têm interesse em comprar algo, mesmo que pequeno (na visão dos vendedores) quer ter uma experiência agradável durante sua estadia no estabelecimento que escolheu entrar. O que como dito antes, nem sempre é o caso, deixando o cliente desconfortável e sem interesse de posterior retorno.
Também há aqueles clientes “difíceis de lidar que sempre entram na defensiva em estabelecimento comercial, que acabam destratando os funcionários e em alguns casos – como eu já passei como vendedora – gritando com o mesmo. O que será outro tema de post.

Para deixar a leitura mais leve, encontrei esse vídeo do “Parafernalha” no Youtube satirizando os tipos de vendedores que ficou muito engraçado. Recomendo!



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